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quarta-feira, 24 de junho de 2009

Fusões e Aquisições: Oportunidades para Integração

Vimos falando recentemente sobre as dificuldades advindas da crise financeira que assola a economia global e da crescente concorrência entre as empresas em mercados de instabilidade. Neste cenário, fusões e aquisições forçosamente ocorrem como processos de sobrevivência, manutenção e crescimento.

No setor de telecomunicações, nos dois segmentos, fixas e móveis, a expectativa é que a concorrência entre as operadoras continue acirrada e que novas fusões e aquisições de empresas deverão ocorrer ainda em 2009.

Em movimento recente, Oi e Brasil Telecom se fundiram. Segundo a própria Oi, a empresa prevê competitividade com compra da BrT. A unificação das marcas sob o guarda-chuva Oi e o lançamento da nova rede da operadora na Região II dá à empresa novo fôlego para ganhar market share no mercado corporativo. A Oi vê vantagem competitiva em termos de soluções de rede fixa para o cliente corporativo com grande backbone nacional e integração fixo-móvel que tem em seu portfólio, garantindo que já vem sendo procurada por corporações.

Outro exemplo no setor é o da TIM, que ganha poder de fogo com a aquisição da Intelig. A operadora poderá reduzir custos de aluguel de circuitos e ainda se fortalecer em segmentos como longa distância e mercado corporativo. A TIM perdeu mercado em 2008, quando foi ultrapassada pela Claro na segunda posição em número de clientes, e 2009 se mostra como um ano difícil, pela crise. Por isso, reduzir custos e ampliar a competitividade neste momento faz todo o sentido.

Mas, fusões e aquisições podem ser um grande risco para os acionistas. É o que revela pesquisa realizada pelo Hay Group em mais de 20 países, com cerca de 560 líderes. O estudo aponta que as companhias cometem falhas em períodos cruciais do processo e que muitas delas poderiam ser evitadas se fossem avaliados e gerenciados pontos importantes como o capital humano, relacional e organizacional das empresas que pretendem comprar.

É comum que na fusão entre empresas os clientes de alguma delas sejam prejudicados pelas novas políticas adotadas. Como seria possível, então, garantir que os clientes das empresas envolvidas saiam ganhando com a fusão?

Esta preocupação também atinge o setor financeiro, onde dentre os desafios que as instituições financeiras brasileiras terão que empreender, estão grandes esforços de integração de sistema ocasionado pelas ondas de fusões e aquisições. Em adição, iniciativas de trocas de plataformas tecnológicas, busca por eficiência operacional, adequação a projetos regulatórios como o Débito Direto Autorizado (DDA), Basiléia II e truncagem de cheque. Isto tudo em um cenário macroeconômico turbulento, que exige mudanças rápidas e lançamento de produtos.

A Fundação Getulio Vargas, em estudo anual sobre comportamento do mercado no que se refere à adoção de tecnologia, calcula que os bancos brasileiros invistam cerca de 11,6% de seu faturamento líquido em TI. O porcentual representa, nada menos, que o dobro da média verificada em empresas nacionais de outros ramos. Ao que tudo indica, boa parte deste dinheiro, pelo menos entre as grandes instituições financeiras de varejo, será revertido para ajustar seu ambiente tecnológico que emerge de movimentos de fusões e aquisições, que permearam este mercado nos últimos anos.

Apesar de a incorporação de um banco por outro não ser, normalmente, uma decisão do departamento de TI, a área é uma das mais impactadas e exerce papel fundamental na transação. Os problemas começam na integração dos profissionais, avançam sobre culturas distintas, passam por mapear sinergias tecnológicas, esbarram na definição dos sistemas que prevalecerão, transitam nos aspectos políticos de gerenciamento de mudança e aí por diante.

No sentido de mitigar os impactos da crise econômica global, as empresas entram, de fato, em uma fase agressiva de fusões e aquisições, levando à necessidade de uma metodologia de negócios que unifique as diferentes linguagens de negócios das empresas envolvidas.

Nesses momentos turbulentos de crise, metodologias de baixo investimento e baixo custo, tais como virtualização, cloud computing e SOA, tendem a apresentar uma demanda crescente devido a essas tendências de fusões e aquisições e a decorrente necessidade de integração.

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