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quinta-feira, 4 de novembro de 2010

TV Everywhere (TVE)


TV Everywhere ou TVE é um termo abrangente usado para descrever esforços de operadores de TV por assinatura (PayTV) para fazer com que sua programação de TV exclusiva - antes acessível apenas no aparelho de TV e por assinatura - esteja disponível online de forma que possa ser acessado por assinantes em qualquer dispositivo conectado à Internet.
Geralmente, este conteúdo estará disponível gratuitamente como um “direito” do assinante de TV por assinatura (PayTV). Aqueles que não tem assinatura simplesmente não estarão aptos a acessar o conteúdo – pelo menos este é o conceito atual. Operadores estão investindo muita energia na criação de fortalezas online, formando um “walled garden” dentro do qual seus assinantes autenticados podem aproveitar do conteúdo de TV para Internet ao passo que as redes a cabo, tais como Discovery, Disney e Viacom sentem-se confortáveis para disponibilizar seus conteúdos.
TV Everywhere é uma tentativa de estender a presença da TV por assinatura para o mundo da mídia digital – um mundo totalmente conectado e que não está preso a nenhuma rede particular, dispositivo ou contexto, mas que alcança múltiplos pontos de presença, sejam eles fixos ou móveis.
Esta visão tem se mostrado atraente a um número de operadores incumbentes de PayTV incluindo:
  • Time Warner Cable (primeira a aparecer com o termo e um dos motores por trás do esforço TVE);
  • Comcast (tem trabalhado em esforço separado, mas continua a fazer anúncios conjuntos com Time Warner Cable);
  • DirecTV (atualmente discute com programadores seu próprio serviço, embora existam poucas evidências de que esteja cooperando com Time Warner ou Comcast);
  • Verizon (anunciou em Agosto de 2009 sua parceira TVE e atualmente tem aplicações em iPad e dispositivos móveis para extensão de seu serviço FiOS original em FTTH); e
  • AT&T (embora tenha até anunciado formalmente seu envolvimento com a iniciativa TVE, lançou um serviço beta para assinantes U-verse chamado “AT&T Entertainment” que apresenta muito conteúdo do Hulu).
A questão principal que enfrentam os operadores é se os consumidores acham este tipo de oferta de TV multi-screen suficientemente irresistível.

OTT TV : Over-The-Top TV


OTT TV (Over-The-Top TV), a entrega de vídeo via Internet diretamente nos dispositivos dos usuários conectados, permite acesso em qualquer lugar, a qualquer tempo e em qualquer dispositivo. Muitas das barreiras à implementação massiva dos serviços OTT TV são agora entendidas e no caminho de serem suplantadas. OTT TV, portanto, tem o potencial de transformar a face da indústria de TV, criando novas oportunidades de negócio para os players existentes e também possibilitando novos entrantes.

Agora que muito conteúdo em vídeo está disponível online, a indústria se pergunta se no futuro a programação de TV será entregue principalmente via Internet, bypassando os tradicionais provedores – TV aberta, TV a cabo e TV via satélite.

Este paradigma encontra quatro principais desafios:

  1. Falta de conexões Internet para aparelhos de TV;
  2. Qualidade de vídeo por limitação de banda;
  3. Falta de modelos de negócios definidos;
  4. O desafio de navegar através de milhões de programas de vídeo e conteúdos de clips.
Todos esses desafios estão sendo estudados e no caminho de serem superados, mas mesmo assim ainda leva algum tempo para que OTT TV possa competir efetivamente com os provedores tradicionais nos padrões de programação necessários para entrega de conteúdo broadcast.

Diante de uma demanda emergente por vídeo online, os provedores de serviço e desenvolvedores de hardware estão disputando espaço nas salas de estar e as soluções OTT TV estão surgindo com destaque.

Existe uma série de razões para que OTT TV tenha um grande impacto na indústria de Mídia:

  • É uma peça-chave para que conteúdos e serviços relevantes possam ser customizados para os consumidores;
  • Usuários serão capazes de acessar serviços em qualquer lugar, a qualquer hora e em uma variedade de dispositivos, uma vez que o conteúdo se torna totalmente personalizado e portátil;
  • Novos players de dentro e de fora da indústria desafiarão os operadores existentes, oferecendo aos assinantes muito mais opções de escolha – o conteúdo é que manda;
  • Novos modelos de negócio e serviços aparecerão, facilitados pela integração de produtos e tecnologias, na área da gestão do direito autoral digital e interconexão de dispositivos;
  • Usuários serão capazes de construir portais de conteúdo personalizados “a La carte” de uma variedade de diferentes provedores de conteúdo, incluindo os principais estúdios, broadcasters, agregadores de conteúdo e micro-broadcasters; e
  • Mudará a base de competição pelo consumo de conteúdo.
As principais barreiras à adoção da OTT TV são:
  1. OTT TV precisa de dispositivos que suportem os seus novos padrões para tornar-se presente massivamente em qualquer lugar (ubiqüidade);
  2. Limitações de banda das atuais conexões, na maioria ADSL, impactam na qualidade requerida pelos conteúdos prime;
  3. Com exceção de determinados nichos, os custos ainda favorecem distribuidores tradicionais, no entanto com a queda de preços dos serviços IP essa diferença tende a desaparecer;
  4. Provedores de backbone e ISPs, que não oferecem OTT TV, já se sentem marginalizados e vão querer colocar restrições ao transporte deste tipo de tráfego; e
  5. A navegação e a apresentação do vasto leque de conteúdo em oferta são ainda os maiores obstáculos.