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sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Desafios em Hotelaria para a Copa de 2014 e Olimpíadas de 2016


Recente pesquisa realizada pelo Núcleo de Gestão Empresarial do centro universitário FACIG / CNEC entre os meios de hospedagem do Rio de Janeiro apontou deficiências e desafios para o setor hoteleiro frente às demandas dos próximos megaeventos.

Para o desenvolvimento da pesquisa foi realizado um cruzamento de informações entre os hotéis indicados pela RioTur para os megaeventos (principalmente Rio 2016) - cerca de 60 - e aqueles credenciados pela FIFA (MATCH) para a Copa 2014 - cerca de 80 para o Rio de Janeiro.

Dessa análise, uma população resultante de 34 hotéis (Região 2 – Copacabana) foi utilizada para extrair a amostra da pesquisa.

A coleta de dados foi feita por meio de entrevistas pessoais com os gerentes dos hotéis da Região 2 – Copacabana, que vai desde a Lagoa Rodrigo de Freitas, atravessa toda a orla da Zona Sul, passa pelo Flamengo e chega às proximidades do Aeroporto Santos Dumont.

A pesquisa foi bem aceita nos hotéis e respondida com bastante clareza, certeza e sutileza.

Na referida pesquisa, foi adotada a matriz de avaliação de valor  de Chan Kim como ferramenta de diagnóstico dos meios de hospedagem com relação ao seu posicionamento para atender às demandas provenientes dos grandes eventos que estão por vir.

A matriz de avaliação de valor permite captar a situação atual no espaço de mercado conhecido. Isso permite que a empresa compreenda em que os concorrentes estão investindo, os atributos nos quais se baseia a competição em termos de produtos, serviços e entrega, e o que os compradores recebem como clientes de qualquer das ofertas competitivas existentes no mercado.

A pesquisa elencou os atributos valorizados pelo mercado e os separou nas seguintes dimensões:
  1. Infraestrutura;
  2. Serviços;
  3. Sustentabilidade; e
  4. Acessibilidade.


Para as três primeiras dimensões – infraestrutura, serviços e sustentabilidade – os atributos de valor basearam-se nas especificações da Matriz de Classificação de Meios de Hospedagem – Hotel, do SBClass (Sistema de Classificação de Meios de Hospedagem), segundo Portaria Ministerial MTur Nº 100/2011.

Para a quarta dimensão – acessibilidade – os atributos de valor basearam-se nas especificações da Norma Técnica da ABNT, NBR 9050:2004.

Todos os atributos de valor, para as quatro dimensões, foram então transformados em afirmações a serem contestadas pelos respondentes em uma escala Likert de intensidade variando de um a sete.

Os resultados das pesquisas mostraram grandes desafios a serem suplantados para uma oferta adequada de serviços demandados pelos megaeventos emergentes aos meios de hospedagem do Rio de Janeiro.

Aparentemente a preocupação atual do setor de hotelaria reside apenas na oferta de unidades habitacionais, ou seja, no número de quartos disponível para atender ao público-alvo.

O setor hoteleiro do Rio de Janeiro não está preocupado em atender seus clientes sob o ponto de vista de prover tecnologia necessária à conveniência de assistir aos jogos, quer sejam de futebol na Copa, quer sejam de atletismo nas Olimpíadas.

Com o advento das redes sem fio Wi-Fi e a TV a cabo, disponíveis nas unidades habitacionais, as áreas comuns de lazer dos hotéis que antigamente ofereciam salas de TV, home theaters e áreas de convivência foram utilizadas para outros fins. Desse modo, os hóspedes só têm o próprio quarto, na grande maioria dos hotéis do Rio de Janeiro, para assistirem os jogos e acompanharem as competições.

Em nenhuma das entrevistas realizadas foi constatada a preocupação no atendimento a pessoas portadoras de deficiências ou que necessitem cuidados especiais, com exceção de um hotel, cuja proprietária é cadeirante. Sequer conheciam a Norma Técnica da ABNT, NBR 9050:2004. Isso é alarmante, uma vez que estamos às vésperas dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de 2016.

domingo, 20 de janeiro de 2013

Big Data: Uma Mega Tendência para 2013




Big Data é um termo aplicado a conjuntos de dados cujos tamanhos estão além da habilidade das ferramentas de software usualmente empregadas para capturar, gerenciar e processar os dados dentro de espaço de tempo aceitável. 

Tamanhos de Big Datas estão em constante crescimento variando de alguns terabytes a muitos petabytes de dados em um único conjunto de dados. Como a geração de dados dobra a cada ano, ao invés de terabytes ou petabytes, já se fala em zettabytes e yottabytes. 

Business Intelligence, Business Analytics e Big Data estão interrelacionados e tem como objetivos em comum usar os dados de forma estratégica para aumentar receita ou acelerar a tomada de decisão.

Em recente debate promovido pela InformationWeek Brasil, na sede da IT Mídia em São Paulo, dia 15 p.p., importantes questões foram discutidas.

Executivos apontaram, no referido evento, que a empresa precisa saber quem é e o que quer fazer. Quando se sabe isso, passa-se então a olhar o ferramental. As tecnologias surgem em cima de uma necessidade e verifica-se a possibilidade de usá-las para mais coisas. Elas acabam tendo destinos objetivos e específicos para resolver problemas.

Os participantes do debate elencaram pessoas, processos e tecnologias como pilares essenciais no estabelecimento de uma estratégia para lidar bem com os dados. Explicaram que um dos grandes desafios é o de separar o que é relevante do que não é. Quando se tem uma massa de dados, como transformar dados em informação? Como transformar essa informação em conhecimento? Como transformar conhecimento em inteligência? É uma cadeia simples, mas complexa e precisa maturidade de processos, pessoas e comprometimento da empresa como um todo, concluíram os executivos.

A hype do Big Data está em toda parte. Big Data tem sido o tema de maior discussão em conferências, com clientes, nos ambientes de trabalho e dos analistas da indústria. Sem exageros, é muito grande a quantidade de atenção que Big Data está recebendo.

Mas, como em qualquer ciclo de hype, há uma quantidade enorme de questionamentos acontecendo em torno de onde e como Big Data agrega valor. Os mais experientes lembram da fase inicial da internet, quando houve discussões muito semelhantes. Em 1995, havia um sentimento crescente de que algo grande estava vindo da web, mas era difícil discernir o que era sucesso e o que era pitch de vendas. As pessoas estavam gastando dinheiro para criar sites sem saber exatamente para quê. Alguns detratores aculturados e com pouco conhecimento do assunto ainda publicavam duras críticas.

Apesar do início duvidoso e lento, o ciberespaço encontrou seu ritmo e lançou onda após onda de novas formas de comprar, vender, ler, ouvir, assistir e conversar. 

Mas o ritmo da mudança agora é muito mais rápido e a pressão muito grande. Atualmente, nos tornamos muito rápidos no salto em novas tecnologias e muito melhores ainda no marketing de softwares e serviços. O que levou anos para se colocar em marcha na década de 90 leva muito menos tempo hoje.

Há uma grande variedade de fornecedores de novíssimos produtos com rótulos de Big Data e mais ainda alguns produtos antigos recebendo maquiagem de Big Data. O mercado está confuso, talvez um pouco cético e por uma boa razão.

Soluções estão bem à frente de histórias de sucesso. Existe um número muito maior de empresas que vendem soluções de Big Data do que empresas apresentando detalhes de como Big Data tem criado valor.

Isto não quer dizer que Big Data carece de histórias de sucesso. Poderosas ferramentas de análise de Big Data já criaram enorme valor para empresas como Google, Facebook e Yahoo, que precisavam capitalizar em cima da grande quantidade de membros e dados de busca. Apache Hadoop, a solução líder de código aberto, foi criada a partir do MapReduce do Google e do Google File System, mas adotado por um empregado da Yahoo. Facebook usa o Hadoop.

Ninguém duvida do valor que essas empresas ganharam, mas elas estavam em posições singulares e dezenas de pessoas empregadas na criação e manutenção de soluções de Big Data. Esse esforço e o dinheiro necessário para desenvolver este tipo de sistema é para poucos e não para empresas com escassos cientistas de dados. A maioria das organizações não deve seguir esse modelo.

Muitas pessoas agora parecem pensar que o Hadoop é Big Data, quando o Hadoop é apenas uma das várias  soluções de Big Data disponíveis - e Hadoop não é bom para muitos cenários de Big Data, segundo especialista da Forrester.

Hadoop tem sido muito comentado nestes dias em círculos de gerenciamento de banco de dados e de conteúdo, mas muitas pessoas na indústria ainda não sabem realmente o que é e como pode ser melhor aplicado.

A tecnologia subjacente do Hadoop foi inventada pelo Google em seus primeiros dias para que pudessem indexar toda a informação estruturada e em forma de texto. Estas informações foram coletadas e depois apresentadas como resultados significativos e utilizáveis ​​para os usuários. Não havia nada no mercado que permitiria fazer isso, então eles construíram sua própria plataforma. Inovações do Google foram incorporados ao Nutch, um projeto de motor de busca de código aberto desenvolvido em Java, e Hadoop foi posteriormente desmembrado disso. Yahoo tem desempenhado um papel fundamental no desenvolvimento do Hadoop para aplicações empresariais.


A plataforma Hadoop foi projetada para resolver problemas onde se tem um monte de dados - talvez uma mistura de dados complexos e estruturados - e não é adequado  para tabelas. É para situações em que se deseja executar análises que são profundas e computacionalmente extensas, como clusterização e segmentação. Isso é exatamente o que o Google estava fazendo quando estava indexando a web e analisando o comportamento do usuário para melhorar os algoritmos de desempenho.

Hadoop se aplica a um grupo de mercados. No mercado financeiro, se se deseja uma precisa avaliação de portfólio ou análise de risco, pode-se construir modelos sofisticados que são difíceis de conseguir em uma ferramenta de banco de dados. Mas Hadoop pode lidar com isso. No varejo online, se se deseja entregar melhores respostas de busca para seus clientes de modo que eles sejam mais propensos a comprar o artigo mostrado a eles, esse tipo de problema é bem tratado pela plataforma que o Google construiu. Esses são apenas alguns exemplos.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

O que os Bancos demandam de TI e Telecom para 2012



A área de tecnologia dos Bancos como um todo tem um foco significativamente maior do que a média global em dois tipos de planos visionários nos próximos três a cinco anos, segundo a IBM: gerenciamento de processos de negócios (BPM) (70%); e gerenciamento de risco e compliance (72%). Outros dois itens nos top quatro planos visionários mais citados pelos CIOs de Bancos estão soluções em mobilidade (76%) e virtualização (70%).

BPM une gestão de negócios e TI com foco na otimização dos resultados através da melhoria dos processos de negócio. São utilizados métodos, técnicas e ferramentas para analisar, modelar, publicar, otimizar e controlar processos envolvendo recursos humanos, aplicações, documentos e outras fontes de informação. 

Os softwares de automação são as BPM Suites, ou BPMS, que incluem o mapeamento dos processos de negócio ponta-a-ponta, desenho dos fluxos e formulários eletrônicos, definição de workflow, regras de negócio, integradores, monitoração em tempo real das atividades e alertas.

BPM ajuda a maximizar os resultados e a performance dos processos, trazendo melhores resultados financeiros, vantagem competitiva, redução de custos, otimização de recursos, aumento da satisfação dos clientes através de produtos e serviços com um nível superior de qualidade. Com este intuito os Bancos atualmente buscam para 2012 e próximos anos, ferramentas avançadas de BPM.

Enterprise risk management (ERM) provê métodos e processos para gerenciar riscos e capturar oportunidades relacionados ao atingimento de objetivos. ERM identifica e avalia eventos relevantes  em termos de probabilidade e magnitude do impacto nos objetivos e determina uma resposta estratégica, monitorando seu progresso.

De acordo com recente estudo da The Economist, as categorias com maior atenção da Função Risco são: Risco Operacional (49%); Compliance (48%); e Stress-testing (44%). Maiores desafios considerados: Riscos Externos /Ambiente (67%) e Riscos Internos/Organização (33%). 

Segundo pesquisa da Delloite Touche TohmatsuCIOs no Brasil classificam a utilização da infraestrutura de tecnologia de sua organização para suportar o processo de gestão de riscos como adequada (30,4%), ruim (19,8%), boa (18,4%), ótima (6,8%), péssima (4,7%) e não sabe/não se aplica (19,9%). 


Soluções em mobilidade atualmente demandadas pelo setor de Bancos podem ser agrupadas no que passou-se a chamar Mobile Money


Mobile money incorpora um leque de diferentes tecnologias e práticas de negócios, mas transferências de fundos em mobilidade representa uma oportunidade particularmente atraente para operadoras móveis. Isso inclui emissões domésticas e internacionais de fundos de e para indivíduos, bem como pagamentos por indivíduos a empresas e desembolsos de fundos por governos e outras agências.


Operadoras móveis trazem algumas vantagens diferenciadas para transferências de fundos, no entanto muito provavelmente precisarão lançar mão de fortes parcerias e também precisarão de um ambiente de regulamentação favorável para serem bem-sucedidas.


Mobile money cobre uma faixa de oportunidades distintas que inclui: pagamentos em proximidade; micro pagamentos; macro pagamentos; e serviços de transferência de dinheiro em mobilidade.


Pagamentos em proximidade (Proximity payments) significa pagar por bens ou serviços em PDVs (Pontos de Vendas) usando um dispositivo habilitado sem contato físico, apenas aproximando o aparelho móvel do terminal de pagamentos com cartão de crédito ou débito. Para tanto o celular precisa estar habilitado com um chip RFID (Radio Frequency Identification)  para possibilitar a autorização do pagamento no PDV pela administradora do cartão. O celular também precisa incluir um elemento de segurança onde os detalhes de pagamento do usuário estão armazenados. 


Micro pagamentos envolvem compras de pequeno valor, tipicamente menores que US$10. Exemplos dessa categoria incluem conteúdos móveis, como ringtones, games, música e outros conteúdos online. Micro pagamentos também incluem compras de refrigerantes e pacotes de fast-foods nas vending machines, tickets de metro e estacionamento. 


Macro pagamentos envolvem compras de valores mais altos, tipicamente acima de US10, incluindo bens materiais como livros, CDs, DVDs e serviços como taxi e tickets de cinema. O celular, em geral um smartphone, evoluiu para uma ferramenta comercial poderosa, que possibilita ao consumidor comparar produtos e preços, checar estoques e realizar transações na rede móvel.


O uso de celulares para compras online ainda é limitado, mas existem fortes evidências de mercados desenvolvidos que a prática está em crescimento:

  • eBay declarou em junho passado que deve processar US$ 3 bn de pagamentos (via PayPal) em 2011. Para desmitificar que items de grandes valores não estão prontos para mobile commerce, eBay anunciou que 3 a 4 Ferraris são vendidas via aplicações móveis a cada mês!
  • Amazon anunciou em 2010 que dispositivos móveis geraram US$ 1 bn em vendas, representando 3.5% de suas vendas líquidas.
Em regiões como a América Latina, Mobile Money ou Mobile Payment está em um estágio embrionário - mas crescente - com um pequeno grupo de Bancos oferecendo alternativas em mobilidade, segundo a Mobil-Cash. A lenta penetração de acesso a dados em celulares e a baixa percentagem de população bancarizada são questões críticas.


Analisando o cenário brasileiro identifica-se alguns pontos de atenção:

  • grande variedade de soluções para pagamentos móveis e via internet surgindo;
  • média de 111,62 celulares/100 habitantes;
  • 43% da população com acesso aos serviços financeiros; e
  • NFC (Near Field Communication) aparece como uma tendência futura para pagamentos presenciais.

No Brasil existem várias iniciativas em curso. A Mastercard, por exemplo, está negociando com todas as operadoras celulares brasileiras para que seu aplicativo de mobile payment seja embarcado em SIMcards a partir de 2012. O aplicativo em questão permite que o usuário realize pagamentos com seu cartão de crédito através do celular. A interface com SIMcard pode não parecer muito atraente para os usuários, mas segundo a administradora do cartão, ela pode ser alterada a pedido do banco emissor, para que seja desenvolvida no futuro para iOS ou Android interligado ao sistema de mobile payment da Mastercard


A solução em SIMcard não é a única da Mastercad em pagamentos móveis. A empresa atua em várias outras frentes simultaneamente. No Brasil, a experiência da Paggo e da Cielo no Nordeste usa um cartão Mastercard co-branded Oi e Banco do Brasil. Já no exterior, testes com o Google Wallet utilizam cartões Mastercard e tecnologia NFC.


A Mastercard possui uma solução de pagamentos via NFC batizada de PayPass, que na América Latina encontra-se em testes na Argentina e no Chile. Neste caso, é necessário adaptar as máquinas de PDV.


No Brasil, mais de um emissor brasileiro já tem cartões com NFC embarcado prontos para serem lançados a qualquer momento.




quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Maiores Negócios em Mobilidade para 2012



Soluções de mobilidade estendem dados de negócios e aplicações a dispositivos móveis e aumentam exponencialmente o valor destes ativos corporativos através do acesso em tempo real, disponibilidade always-on, baixo delay e rápida execução. 


Soluções em mobilidade crescem em prioridade para 74% das empresas em nível global, de acordo com amostra da IBM em The CIO Study 2011.

"Podemos ter essa informação disponível no iPad?". Esta é uma das perguntas mais comuns ouvida pelos gestores de tecnologia, vinda de executivos de negócios nas empresas em segmentos de mercado dinâmicos.

Recente pesquisa global realizada pela Oxford Economics com 363 executivos C-level - Digital Megatrends 2015, identificou duas megatendências que afetarão significativamente o mercado do futuro: a proliferação de tecnologias móveis e o crescimento da Cloud Computing.


Confirmando essas informações, participantes da pesquisa disseram que tecnologias móveis - mais do que qualquer outra tecnologia - são mais apropriadas para auxiliar negócios nos próximos cinco anos.


ABI Research tem expectativa de que o mercado global para mobile commerce alcance US$ 163 bn até 2015. O Gartner estima que o mercado global de cloud computing atinja US$ 148.8 bn em 2014, comparado com US$ 68.3 bn verificados em 2010.


Isto significa que os gestores de tecnologia devem direcionar seus esforços para adaptar os aplicativos de negócios existentes, bem como desenvolver aplicações e novos pacotes de software de forma a disponibilizar as informações em tablets e smartphones. 


Os provedores de soluções em mobilidade devem virar as baterias de suas equipes de marketing e vendas para ofertas de sistemas de Business Intelligence (BI) e Business Analytics (BA) a serem disponibilizadas em dashboards nas telas dos dispositivos móveis corporativos ou pessoais dos executivos.


A combinação de cloud computing e soluções em mobilidade possibilitará a proliferação de SaaS BI - Business Intelligence em plataforma Software as a Service, na nuvem.


Aplicações SaaS BI possibilitam análises de bases de clientes, resultados de vendas, e desempenho de suprimentos e serviços, diretamente em dispositivos móveis. É a BI móvel.


Aplicações SaaS BI via web browser podem interfacear com dispositivos móveis como Apple iPhone, Apple iPad, Windows Tablets, Blackberry e dispositivos Android.


Empresas com necessidades de colocar em mãos de suas equipes de campo e executivos em movimento, informações em tempo real para tomadas de decisão, tem agora com a BI móvel uma poderosa ferramenta para agilizar processos de negócios e capturar novas oportunidades.


BI móvel proporciona inteligência em mãos, a qualquer hora ou lugar, permeando a infraestrutura da empresa, integrada a sistemas de gestão empresarial (ERP) e CRM (Customer Relationship Management), agregando capacidades analíticas, que aumentam a produtividade dos colaboradores, trazendo agilidade nas respostas e tomadas de decisão e resolvendo mais rapidamente problemas de clientes e problemas internos de TI.


Segundo a IBM, CRM móvel é a aplicação que lidera as iniciativas. Colaboradores precisam de informações de clientes em tempo real e clientes demandam respostas rápidas e qualidade no gerenciamento de resolução de problemas. Aplicações de workflow e execução de processos de negócios – como gerenciamento de pedidos e autorizações – vem em segundo lugarNos setores de Governo e de Serviços de Utilidade Pública, a aplicação de workflow móvel evitando o uso de papel tem um ROI alto pela redução de gastos administrativos, aumento na precisão de dados e redução do ciclo de venda. 


De acordo com estudo A Presença Mobile das 500 Maiores Empresas do País, realizado pela Mowahouve crescimento de 50% na utilização de dispositivos móveis nos negócios em comparação com 2010. Ainda assim, a presença móvel nas 500 maiores do Brasil ainda é pequena. Apenas 7,5% das maiores empresas do País podem ser consideradas móveis.


Segundo a Mowao segmento de soluções em mobilidade crescerá muito no Brasil, na medida em que o mercado for educado em como extrair o melhor que esses canais podem oferecer.


A pesquisa avaliou que o setor com maior presença móvel continua sendo a indústria de telecomunicações (33%), em seguida aparecem as áreas de sistema financeiro/bancos (15%), transporte (11%), seguradoras (10%), indústria automobilística (8%), eletroeletrônico (6%), construção (4%), varejo (2%) e indústria de bens de consumo (2%).


Segundo o levantamento, apenas 13% das maiores empresas brasileiras têm um aplicativo específico para Tablets.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Cloud Computing requer Atenção para Performance

Cloud computing é um modelo para possibilitar acesso à rede sob demanda, com ubiquidade e conveniência a um pool de recursos configuráveis de computação (ex., redes, servidores, armazenamento, aplicações, e serviços) que podem ser rapidamente provisionados e liberados com mínimo esforço de gerenciamento ou interação com o provedor de serviço (NIST – National Institute of Standards and Technology).

A nuvem (cloud) é definida como uma estrutura que satisfaz cinco axiomas formais:
  1. Comum – recursos comuns ou compartilhados
  2. Independente de Local – amplo alcance a usuários onde estiverem 
  3. Online – utilizados através de uma rede  
  4. Utilidade – precificação sensível ao uso 
  5. Sob Demanda – recursos acessados quase instantaneamente

Exemplos de serviços relacionados a cloud computing incluem: alocação de servidores e storage sob demanda – IaaS (Infrastructure as a Service); ou SaaS (Software as a Service) como CRM ou SFA.

Segundo pesquisa da MBI no Brasil, entre os aplicativos que estão em fase de migração para a nuvem, a liderança é do ERP (17,9% em servidores externos compartilhados em um provedor e 9,9% em servidores dedicados em um data center), seguido por HRM (servidores externos com 17% e dedicados a um data center 10,1%) e CRM (da mesma forma, 15,6% e 9,4%).


A pesquisa avaliou ainda o conhecimento dos entrevistados quanto às camadas da computação em nuvem, SaaS, IaaS e PaaS (Platform as a Service), destacando-se a maior familiaridade com o primeiro (40,2%). IaaS e PaaS tiveram índices de familiaridade de 34,6% e 26,9%.

Cloud computing pode trazer muitos benefícios, como redução de custos, crescimento de receita, aumento da agilidade de negócios e melhorias na experiência do cliente.

No entanto, para que a experiência do cliente seja realmente satisfatória, alguns pontos de atenção devem ser devidamente endereçados com relação à performance das aplicações.



As pessoas geralmente se referem à Internet como uma entidade única. Entretanto atualmente são aproximadamante 13.000 redes diferentes conectadas em frágil cooperação para formar a Internet, com cada rede provendo acesso a um pequeno subconjunto de usuários dentro de uma população de usuários de Internet. Assim sendo, a performance de qualquer aplicação web hospedada de forma centralizada - incluindo aquelas entregues via provedores de cloud computing - recai pesadamente sobre a performance geral da Internet. E a infraestrutura da Internet inclui muitos pontos de falha, quatro deles são tradicionais ofensores à performance das aplicações web. Estes tradicionais pontos de falha incluem:
  • Data Center;
  • Backbone do Provedor de Serviço;
  • Pontos de Peering; e
  • Conectividade de Última Milha (Last-mile). 
Data Centers, o primeiro ponto de falha, crescem em complexidade à medida em que arquiteturas de multi-camadas, virtualização e outras novas e sofisticadas tecnologias crescem em popularidade. Esta complexidade dificulta o trabalho de profissionais de TI e de negócios na tentativa de assegurar disponibilidade e performance das aplicações.

Em adição, toda vez que uma transação de uma aplicação deixa o Data Center, tem que atravessar o backbone do provedor de serviço (ISP - Internet Service Provider), o segundo ponto de falha. Neste ponto, a performance da aplicação está fora do controle da empresa e estará sujeita a qualquer incidente eventual que ocorra no backbone, congestionamento de tráfego e quedas operacionais.

Mesmo que a transação da aplicação atravesse com velocidade o backbone do provedor de serviço, o peering de rede pode retardar a aplicação. Como terceiro ponto de falha, Pontos de Peering (pontos de interconexão - conexão entre backbones de administrações diferentes) representam links fracos em uma cadeia já imprevisível. Peering ocorre quando duas redes individuais se conectam e trocam tráfego em suas bordas. O uso de Internet de banda larga impõe uma complexidade crescente que afeta muito a entrega das aplicações. Esta complexidade resulta de pontos de peering saturados que tem que servir a um mix de provedores, CDNs (Content Delivery Networks), provedores de Cloud, múltiplos browsers e múltiplos dispositivos.

O quarto ponto de falha - a última milha (last mile) - também pode dificultar a performance da aplicação. A conexão entre o usuário final e o backbone do provedor de Internet é sempre um problema. Por décadas venho pregando que deveria ser chamada primeira milha, porque deveria sempre ser vista pela perspectiva do cliente (não um usuário) e não pela do provedor. Se a conexão fica lenta por qualquer razão, a experiência do cliente sofre.

De acordo com pesquisa da MBI, no Brasil a conexão das empresas com a Internet é liderada pela fibra óptica (41,8%), seguida por conexão dedicada/linha privada (14,4%) e ADSL (13,7%), entre outras tecnologias. 

Neste contexto já complicado, a utilização de cloud computing pode aumentar o problema. Um quinto ponto de falha é adicionado à complexidade da cadeia de entrega da aplicação. Muitos provedores de cloud (CSPs - Cloud Service Providers) tem arquitetado suas nuvens de uma forma que fazem com que suas aplicações web tenham performances desiguais. Frequentemente, CSPs centralizam a origem das aplicações que entregam, ao contrario do que se acredita amplamente que tudo em cloud é entregue em um número bem distribuído de servidores de origem. Além disso, a atividade de aplicações vizinhas afeta todas as outras aplicações na nuvem. Como uma infraestrutura compartilhada, a performance da nuvem para todas as aplicações sofre quando qualquer inquilino em particular experimenta um pico de demanda. Um pico de tráfego de um inquilino significa menos infraestrutura disponível para os demais. Essas diferenças de arquitetura de cloud devem ser pontos de atenção para proprietários de aplicações, uma vez que a adoção crescente de cloud computing é inevitável.

De acordo com o IDC, o mercado global para serviços públicos de cloud computing alcançou US$ 21.5 bn em 2010. A previsão do IDC para serviços de nuvem pública é chegar a US$ 72.9 bn em 2015 - uma taxa composta de crescimento anual (CGAR) de 27.6%, sendo que os gastos com cloud computing pelos clientes devem triplicar até esta data.

sábado, 12 de novembro de 2011

Tendências em TI e Telecom para 2012

Todos os institutos de pesquisa internacionais e nacionais apontam para três certezas quando se fala em tendências em TI e Telecom para 2012 e os próximos três a cinco anos: Cloud Computing, Soluções em Mobilidade e Social Business.

Por trás dessas tendências tecnológicas, zetabytes (trilhão de gigabytes ou 1 seguido de 21 zeros) de informação compondo uma avalanche de dados a serem tratados, formando um fenômeno que passou a chamar-se Big Data. O universo digital, englobando todo o conteúdo digitalizado, atingirá este ano a marca de 1,2 zetabytes, segundo o IDC. A maior parte – 58,2% – é composta por conteúdos de mídia, enquanto outros 31,7% têm origem em câmaras fotográficas, e mais 10,1% são produzidos na captação de voz. Só 6,2% são conteúdos provenientes dos escritórios. O conteúdo digital global criado crescerá cerca de 30 vezes nos próximos dez anos – para 35 zetabytes, de acordo com a IBM.

De forma a tratar este Big Data e transformar dados em informação inteligente em tempo real, as empresas precisam lançar mão de poderosas e sofisticadas plataformas de Business Intelligence (BI) e Business Analytics (BA).

Em recente pesquisa - The CIO Study 2011, a IBM aponta para oito principais projetos que serão foco dos CIOs para os próximos três a cinco anos:
  • Business Intelligence e Business Analytics;
  • Soluções de Mobilidade;
  • Virtualização;
  • Cloud Computing;
  • Business Process Management;
  • Gerenciamento de Risco;
  • Portais de Autoatendimento; e
  • Colaboração e Redes Sociais.
Já o Gartner listou no seu último Symposium ITxpo 2011, 10 tendências para os próximos anos:
  • Media Tablets;
  • Aplicações e Interfaces Móveis;
  • Social Media;
  • Internet Things;
  • App Store e Marketplaces;
  • Next Generation Analytics;
  • Big Data Computing;
  • In-memmory Computing;
  • Extreme Low Energy Servers; e
  • Cloud Computing.
Cloud computing cresce mais em prioridade do que qualquer outro projeto para 60% das empresas em nível global, segundo a IBM.

No Brasil, de acordo com pesquisa da MBI, 20,9% das empresas usam os serviços de cloud computing, dos quais 6,5% estão testando nuvens privadas. 28,1% estudam adotar a tecnologia. Para 17%, a cloud computing é mais segura do que a TI processada internamente e para 40,5% a segurança é maior se for uma nuvem privada. Entre os aplicativos em fase de migração para a nuvem, a liderança é do ERP, seguido por HRM (recursos humanos) e CRM.

Soluções em mobilidade crescem em prioridade para 74% das empresas em nível global, segundo estudo da IBM.

De acordo com pesquisa da Forrester, como benefícios de soluções de mobilidade, as empresas esperam: aumentar produtividade dos colaboradores (75%); agilidade nas respostas e tomadas de decisão (66%); resolução mais rápida de problemas de clientes e internos de TI (48%); e satisfação do cliente (42%).

Quando se fala de utilização de redes sociais, segundo a InterSystems muitas empresas estão apenas adiconando camadas sociais a sistemas como ERP, CRM e HRM. Ao invés de incorporar deve-se integrar as características das redes sociais para se ter uma real Social Business. Com o surgimento da especificação OpenSocial 2.0 as redes sociais passam a gerar uma oportunidade genuína de integração dos departamentos e atividades funcionais nas empresas.

Como benefícios de Redes Sociais, segundo pesquisa da MBI, as empresas no Brasil esperam: divulgar marca e produtos (51%); melhorar comunicação externa (38%); novas oportunidades de negócio (24%); e melhorar comunicação interna (23%).

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

O Momento Certo para Social Business



A era do Social Business chegou para ficar e já mostra sua característica transformadora. Mas muitos ainda se perguntam o que Social Business realmente significa.




Empresas estão cada vez mais adotando tecnologias de mídias sociais, usando Facebook para alcançar seus clientes ou YouTube para demonstrar seus produtos. Estas são boas iniciativas como primeiros passos, mas existe muito mais a ser explorado. Social Business é muito mais do que a utilização de redes sociais como mais uma mídia de marketing.


Atualmente, as empresas estão combinando ferramentas de redes sociais com sofisticadas suítes de análises para transformar seus processos de negócios, construindo relacionamentos mais fortes entre seus colaboradores, clientes e parceiros de negócios e tomando decisões melhores e mais rápidas. Isto é o que Social Business proporciona – envolve redes de pessoas para criar novas oportunidades e valor para o negócio.


Enquanto adotam tecnologias sociais, as grandes organizações estão também criando uma nova cultura empresarial que encoraja os colaboradores a explorar as especialidades de seus colegas e clientes, a se comunicar e compartilhar idéias entre os departamentos e regiões territoriais, e a aprender uns dos outros para criar novos produtos, solucionar problemas e fortalecer a marca.

Essas organizações não somente vêem o poder por trás do social, mas também combinam ativamente redes sociais com análises sofisticadas para obter insights de fontes de atividades sociais e comportamentos para saber o que precisam fazer melhor para direcionar melhores resultados.

Muitos executivos de empresas reconhecem a força das mídias sociais, mas não sabem como aplicar as tecnologias sociais em suas empresas e como engajar seus colaboradores a participar. A chave está em focalizar nas pessoas e na cultura.

Pessoas por natureza são seres sociais. Elas naturalmente formam redes baseadas em confiança e interesses comuns. Com tecnologia social, executivos estão provendo as ferramentas necessárias para seus colaboradores facilmente explorar sua criatividade, inteligência e a comunidade que desejarem. Eles estão agora aptos a alcançar redes de pessoas dentro e fora da empresa para ter as tarefas feitas de forma mais eficiente, criativa e colaborativa. Mas só farão com o incentivo, confiança e encorajamento do topo. Tão importante quanto as ferramentas é construir confiança e encorajar a interação social para uma mudança cultural na empresa. Criar uma cultura empresarial social pode ser a barreira mais difícil a ser transposta, mas é também a mais importante.