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segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Smartphone atrai mais Anunciantes


Empresas como Pizza Hut, Whole Foods e Kraft, dentre outras, estão usando aplicações sobre a plataforma iPhone da Apple na tentativa de engajar consumidores, demonstrando com isso, que o dispositivo está crescendo muito em importância como canal de marketing.

No último trimestre, as vendas mundiais de smartphone da Apple atingiram US$ 5,2 mn e anunciantes como Unilever e Procter & Gamble registraram aceleração em suas atividades sobre esta mídia recentemente.

Nova aplicação da Pizza Hut que possibilita proprietários de touchphones customizar e pedir comidas via dispositivo, teve 150 mil downloads desde o seu lançamento mês passado. A ferramenta gratuita permite que os usuários montem suas pizzas como queiram, e oferece uma variedade de opções de forma interativa, tais como adicionar molho à asa de galinha sacudindo o aparelho.

A cadeia de restaurante espera crescer o número de pessoas que acessam a aplicação a cada dia em 20% até o final do ano, como parte de seu esforço em alavancar as vendas digitais até o patamar de US$ 1 bn em 2010.

Outras vias que estão sendo usadas para atingir este objetivo incluem uma aplicação no Facebook e seu próprio feed no Twitter, que atualmente tem cerca de 15 mil seguidores.
Como já havíamos falado em artigos anteriores, as pessoas que possuem iPhone e outros smartphones, representam um segmento de clientes muito atrativo, de mais alta renda (Baby Boomers e seus parentes próximos), que não estão muito sujeitos aos efeitos da atual crise econômica mundial.
As empresas de varejo do setor de alimentos, voltam-se para este segmento de clientes porque sabem que eles podem gastar mais com seus produtos e serviços e desenvolvem ações de marketing nesse sentido.
A Whole Foods, varejista de alimentos orgânicos e naturais, também introduziu recentemente uma aplicação gratuita, que provê a seus clientes mais de 2 mil receitas em várias categorias, tais como econômicas, fácil e rápida e para crianças.
Outra aplicação ajuda o cliente a achar a loja mais próxima, assim como seus horários de atendimento, telefones e informações de cardápio e promoções atualizadas.
A Burger King desenvolveu um serviço similar através do qual o cliente pode colocar pedidos e receber ofertas e promoções especiais de acordo com suas preferências baseadas em histórico de pedidos anteriores armazenados.
O assitente iFood da Kraft, que custa 99 cents, foi lançado no final de 2008 e contém uma variedade de receitas que incluem no mínimo dois produtos da empresa.
As empresas de varejo do setor de alimentos são unânimes em afirmar que a utilização de smartphones como mídia possibilita uma conexão mais profunda com seus clientes.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Mobile Advertising em Ascenção


A voracidade do consumidor por serviços móveis está transformando o processo de desenvolvimento de negócios das operadoras de telecomunicações. Neste mercado, ninguém quer ser coadjuvante da revolução da mobilidade.

Deixando de apenas prover infraestrutura de rede para o tráfego de informações, as operadoras móveis passam a se envolver cada vez mais no desenvolvimento de soluções. O consumidor atual não compra rede, quer inovação e aplicações para facilitar sua vida. Por isso, as operadoras devem entender as necessidades e preferências do cliente.

Segundo a PricewaterhouseCoopers (PwC), entre os mercados que devem explodir com o avanço da mobilidade na América Latina - que tem o Brasil como líder em número de celulares - estão a TV digital via celular e a publicidade digital móvel.

De acordo com a empresa, o brasileiro adora assistir televisão. Esse comportamento torna esta aplicação extremamente promissora. O mesmo devendo se repetir na América Latina.

Segundo as projeções da PwC, a publicidade móvel - no grupo de países, que compreende Brasil, Argentina, México, Colômbia e Venezuela - deve crescer 45% ao ano até 2013, passando de um mercado avaliado em US$ 29 milhões em 2008 para US$ 185 milhões.

O total do mercado de publicidade digital, o que inclui anúncios veiculados em internet fixa, também mostra a forte influência da rede mundial na vida dos consumidores. De acordo com a PwC, este mercado, que fechou 2008 avaliado em US$ 660 milhões na região, deve chegar a US$ 1,5 bilhão em 2013, o que representa avanço anual na casa dos 17%. O lançamento da TV móvel nesses países tende a revolucionar os serviços, avalia a consultoria.

O crescimento é explosivo em bases pequenas, mas essa disposição do consumidor pelo acesso diferenciado é que deve comandar as ações das operadoras móveis.

De acordo com um estudo da Accenture, entre 2006 e 2010, serviços como vídeos pelo celular devem crescer 92% ao ano no mercado global, saltando de faturamento de US$ 1 bilhão para US$ 13,7 bilhões.

Conexões a redes de relacionamento, blogs e Twitter vão evoluir 80% ao ano, promovendo receita de US$ 16,2 bilhões em 2010. O download de músicas obedecerá ao mesmo comportamento, apresentando taxa de crescimento anual de 22% no período, enquanto a troca de emails por dispositivos móveis deve crescer anualmente 38%, gerando receitas de US$ 16,3 bilhões em 2010, ano em que os serviços de localização acumularão receita de US$ 10,7 bilhões.

Segundo a Accenture, o mercado de telefonia celular está maduro, tanto no Brasil como na Europa. As corporações, pioneiras no uso da mobilidade, consolidaram a tecnologia celular e obtiveram vantagens como produtividade. Os resultados são conhecidos dos clientes. Agora o avanço dar-se-á no consumo final.


No Brasil, a empresa acredita que a venda de dispositivos cada vez mais assemelhados a computadores fará com que o tráfego decole nas redes celulares. Um smartphone gera 30 vezes mais tráfego do que um aparelho comum. Além disso, há os netbooks e os notebooks que vão acessar a internet móvel por meio de modem 3G. Um computador com banda larga gera o mesmo volume de tráfego que 450 aparelhos com funções básicas para telefonia e acesso à rede mundial.