►A área de tecnologia dos Bancos como um todo tem um foco significativamente maior do que a média global em dois tipos de planos visionários nos próximos três a cinco anos, segundo a IBM: gerenciamento de processos de negócios (BPM) (70%); e gerenciamento de risco e compliance (72%). Outros dois itens nos top quatro planos visionários mais citados pelos CIOs de Bancos estão soluções em mobilidade (76%) e virtualização (70%).
BPM une gestão de negócios e TI com foco na otimização dos resultados através da melhoria dos processos de negócio. São utilizados métodos, técnicas e ferramentas para analisar, modelar, publicar, otimizar e controlar processos envolvendo recursos humanos, aplicações, documentos e outras fontes de informação.
Os softwares de automação são as BPM Suites, ou BPMS, que incluem o mapeamento dos processos de negócio ponta-a-ponta, desenho dos fluxos e formulários eletrônicos, definição de workflow, regras de negócio, integradores, monitoração em tempo real das atividades e alertas.
BPM ajuda a maximizar os resultados e a performance dos processos, trazendo melhores resultados financeiros, vantagem competitiva, redução de custos, otimização de recursos, aumento da satisfação dos clientes através de produtos e serviços com um nível superior de qualidade. Com este intuito os Bancos atualmente buscam para 2012 e próximos anos, ferramentas avançadas de BPM.
Enterprise risk management (ERM) provê métodos e processos para gerenciar riscos e capturar oportunidades relacionados ao atingimento de objetivos. ERM identifica e avalia eventos relevantes em termos de probabilidade e magnitude do impacto nos objetivos e determina uma resposta estratégica, monitorando seu progresso.
De acordo com recente estudo da The Economist, as categorias com maior atenção da Função Risco são: Risco Operacional (49%); Compliance (48%); e Stress-testing (44%). Maiores desafios considerados: Riscos Externos /Ambiente (67%) e Riscos Internos/Organização (33%).
Segundo pesquisa da Delloite Touche Tohmatsu, CIOs no Brasil classificam a utilização da infraestrutura de tecnologia de sua organização para suportar o processo de gestão de riscos como adequada (30,4%), ruim (19,8%), boa (18,4%), ótima (6,8%), péssima (4,7%) e não sabe/não se aplica (19,9%).
Soluções em mobilidade atualmente demandadas pelo setor de Bancos podem ser agrupadas no que passou-se a chamar Mobile Money.
Mobile money incorpora um leque de diferentes tecnologias e práticas de negócios, mas transferências de fundos em mobilidade representa uma oportunidade particularmente atraente para operadoras móveis. Isso inclui emissões domésticas e internacionais de fundos de e para indivíduos, bem como pagamentos por indivíduos a empresas e desembolsos de fundos por governos e outras agências.
Operadoras móveis trazem algumas vantagens diferenciadas para transferências de fundos, no entanto muito provavelmente precisarão lançar mão de fortes parcerias e também precisarão de um ambiente de regulamentação favorável para serem bem-sucedidas.
Mobile money cobre uma faixa de oportunidades distintas que inclui: pagamentos em proximidade; micro pagamentos; macro pagamentos; e serviços de transferência de dinheiro em mobilidade.
Pagamentos em proximidade (Proximity payments) significa pagar por bens ou serviços em PDVs (Pontos de Vendas) usando um dispositivo habilitado sem contato físico, apenas aproximando o aparelho móvel do terminal de pagamentos com cartão de crédito ou débito. Para tanto o celular precisa estar habilitado com um chip RFID (Radio Frequency Identification) para possibilitar a autorização do pagamento no PDV pela administradora do cartão. O celular também precisa incluir um elemento de segurança onde os detalhes de pagamento do usuário estão armazenados.
Micro pagamentos envolvem compras de pequeno valor, tipicamente menores que US$10. Exemplos dessa categoria incluem conteúdos móveis, como ringtones, games, música e outros conteúdos online. Micro pagamentos também incluem compras de refrigerantes e pacotes de fast-foods nas vending machines, tickets de metro e estacionamento.
Macro pagamentos envolvem compras de valores mais altos, tipicamente acima de US10, incluindo bens materiais como livros, CDs, DVDs e serviços como taxi e tickets de cinema. O celular, em geral um smartphone, evoluiu para uma ferramenta comercial poderosa, que possibilita ao consumidor comparar produtos e preços, checar estoques e realizar transações na rede móvel.
O uso de celulares para compras online ainda é limitado, mas existem fortes evidências de mercados desenvolvidos que a prática está em crescimento:
Soluções em mobilidade atualmente demandadas pelo setor de Bancos podem ser agrupadas no que passou-se a chamar Mobile Money.
Mobile money incorpora um leque de diferentes tecnologias e práticas de negócios, mas transferências de fundos em mobilidade representa uma oportunidade particularmente atraente para operadoras móveis. Isso inclui emissões domésticas e internacionais de fundos de e para indivíduos, bem como pagamentos por indivíduos a empresas e desembolsos de fundos por governos e outras agências.
Operadoras móveis trazem algumas vantagens diferenciadas para transferências de fundos, no entanto muito provavelmente precisarão lançar mão de fortes parcerias e também precisarão de um ambiente de regulamentação favorável para serem bem-sucedidas.
Mobile money cobre uma faixa de oportunidades distintas que inclui: pagamentos em proximidade; micro pagamentos; macro pagamentos; e serviços de transferência de dinheiro em mobilidade.
Pagamentos em proximidade (Proximity payments) significa pagar por bens ou serviços em PDVs (Pontos de Vendas) usando um dispositivo habilitado sem contato físico, apenas aproximando o aparelho móvel do terminal de pagamentos com cartão de crédito ou débito. Para tanto o celular precisa estar habilitado com um chip RFID (Radio Frequency Identification) para possibilitar a autorização do pagamento no PDV pela administradora do cartão. O celular também precisa incluir um elemento de segurança onde os detalhes de pagamento do usuário estão armazenados.
Micro pagamentos envolvem compras de pequeno valor, tipicamente menores que US$10. Exemplos dessa categoria incluem conteúdos móveis, como ringtones, games, música e outros conteúdos online. Micro pagamentos também incluem compras de refrigerantes e pacotes de fast-foods nas vending machines, tickets de metro e estacionamento.
Macro pagamentos envolvem compras de valores mais altos, tipicamente acima de US10, incluindo bens materiais como livros, CDs, DVDs e serviços como taxi e tickets de cinema. O celular, em geral um smartphone, evoluiu para uma ferramenta comercial poderosa, que possibilita ao consumidor comparar produtos e preços, checar estoques e realizar transações na rede móvel.
O uso de celulares para compras online ainda é limitado, mas existem fortes evidências de mercados desenvolvidos que a prática está em crescimento:
- eBay declarou em junho passado que deve processar US$ 3 bn de pagamentos (via PayPal) em 2011. Para desmitificar que items de grandes valores não estão prontos para mobile commerce, eBay anunciou que 3 a 4 Ferraris são vendidas via aplicações móveis a cada mês!
- Amazon anunciou em 2010 que dispositivos móveis geraram US$ 1 bn em vendas, representando 3.5% de suas vendas líquidas.
Em regiões como a América Latina, Mobile Money ou Mobile Payment está em um estágio embrionário - mas crescente - com um pequeno grupo de Bancos oferecendo alternativas em mobilidade, segundo a Mobil-Cash. A lenta penetração de acesso a dados em celulares e a baixa percentagem de população bancarizada são questões críticas.
Analisando o cenário brasileiro identifica-se alguns pontos de atenção:
•
- grande variedade de soluções para pagamentos móveis e via internet surgindo;
- média de 111,62 celulares/100 habitantes;
- 43% da população com acesso aos serviços financeiros; e
- NFC (Near Field Communication) aparece como uma tendência futura para pagamentos presenciais.
No Brasil existem várias iniciativas em curso. A Mastercard, por exemplo, está negociando com todas as operadoras celulares
brasileiras para que seu aplicativo de mobile payment seja embarcado em SIMcards a
partir de 2012. O aplicativo em questão permite que o usuário realize pagamentos
com seu cartão de crédito através do celular. A interface com SIMcard pode não parecer muito atraente para os usuários, mas segundo a administradora do cartão, ela pode ser alterada a pedido do banco emissor, para que seja desenvolvida no futuro para iOS ou Android interligado ao sistema de mobile payment da Mastercard.
A solução em SIMcard não é a única da Mastercad em pagamentos móveis. A empresa atua em várias outras frentes simultaneamente. No Brasil, a experiência da Paggo e da Cielo no Nordeste usa um cartão Mastercard co-branded Oi e Banco do Brasil. Já no exterior, testes com o Google Wallet utilizam cartões Mastercard e tecnologia NFC.
A Mastercard possui uma solução de pagamentos via NFC batizada de PayPass, que na América Latina encontra-se em testes na Argentina e no Chile. Neste caso, é necessário adaptar as máquinas de PDV.
No Brasil, mais de um emissor brasileiro já tem cartões com NFC embarcado prontos para serem lançados a qualquer momento.
A solução em SIMcard não é a única da Mastercad em pagamentos móveis. A empresa atua em várias outras frentes simultaneamente. No Brasil, a experiência da Paggo e da Cielo no Nordeste usa um cartão Mastercard co-branded Oi e Banco do Brasil. Já no exterior, testes com o Google Wallet utilizam cartões Mastercard e tecnologia NFC.
A Mastercard possui uma solução de pagamentos via NFC batizada de PayPass, que na América Latina encontra-se em testes na Argentina e no Chile. Neste caso, é necessário adaptar as máquinas de PDV.
No Brasil, mais de um emissor brasileiro já tem cartões com NFC embarcado prontos para serem lançados a qualquer momento.





