GoDaddy.com

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Copa de 2014: Oportunidade Única para Negócios - Parte 1


Vários países candidataram-se a sediar a Copa do Mundo de 2014, o Brasil entre eles. Na primeira classificação o critério prioritário, segundo a FIFA, era a comodidade das seleções: instalações esportivas (estádios e locais de concentração e treinos); distância entre locais de jogos e concentração; e condições de transporte.

Em seguida, vinham questões de segurança, garantias econômicas e geopolíticas (estabilidade política). Os demais critérios deveriam basear-se nos pontos a favor e contra das diversas candidaturas, que estão relacionados a seguir.

Pontos a favor:

  • Apoio do público e do governo;
  • Belos cenários naturais;
  • Diversidade étnica e cultural;
  • Grande número de hotéis de boa qualidade;
  • Experiência anterior com a realização de Copas do Mundo; e
  • Limpeza e Segurança.
Pontos contra:
  • Poluição;
  • Abastecimento precário de água;
  • Temperatura excessivamente alta;
  • Alto índice de criminalidade e violência;
  • Sérios problemas de trânsito;
  • Transporte público deficiente; e
  • Dúvidas quanto à qualidade da administração do evento.
A FIFA, utilizando seu julgamento de especialista em administração de projetos, fez uma lista única de critérios que considerou importantes sob o ponto de vista da realização de uma Copa do Mundo - um projeto de muito grande porte. Ponderou os critérios de sua lista e considerou o Brasil como o país que, segundo sua opinião, mais atenderia aos quesitos.
Uma vez que os critérios principais de seleção baseiam-se primordialmente em aspectos de infraestrutura física, segurança, macroeconômicos e geopolíticos, é natural que os aspectos tecnológicos mais uma vez tenham sido relegados a um segundo plano.
Dizemos mais uma vez, porque é comum, por incrível que pareça, organizadores de grandes eventos recaírem nesse erro, não levarem em consideração a priori os aspectos tecnológicos. Os exemplos são inúmeros. Como explicar uma Taça Davis de Tênis na Ilha de Comandatuba, uma ilha paradisíaca, um hotel de sonhos, mas a dezenas de milhas da costa da Bahia, com toda dificuldade para se trasmitir um sinal de TV do local. Ou uma Copa América de Futebol ou uma Libertadores, em cidades da Bolívia ou Equador a mais de 3.000 metros de altitude, onde amplificadores de alta potência não funcionam devido ao ar rarefeito.
Os preparativos para a Copa do Mundo de 2014, que será realizada no Brasil, já começaram. Espalhados nas 12 cidades-sede, os comitês organizadores colocam no papel sua seleção de ideias para apoiar a realização e a transmissão deste espetáculo. Mas, na disputa por espaço nas discussões para angariar investimentos para os projetos, os setores de tecnologia da informação e telecomunicações estão perdendo de goleada para outras verticais da economia.
Atualmente, pelos motivos acima expostos, vemos esforços e orçamentos vultosos já definidos sobre as reformas aeroportuárias, hoteleiras e de saneamento básico, mas nenhuma ou pouca discussão sobre como será trafegado o volume imenso de dados de um evento que tem tudo para ser um marco na história brasileira da digitalização das comunicações.
No Ministério das Comunicações, há uma avaliação em andamento numa comissão especial, vinculada ao Ministério dos Esportes. Mas ainda não existe cronograma montado, nem previsão de finalização deste primeiro parecer. Somente a partir do resultado do trabalho inicial será elaborado todo o plano para o evento.
A discussão deveria estar muito mais avançada, uma vez que a Copa coloca em jogo mais do que grandes times nacionais em disputas acirradas. Ser palco de um evento desta proporção é a chance do País avançar décadas de desenvolvimento em somente alguns anos.
Para se ter uma ideia, em São Paulo os investimentos de R$ 32 bilhões previstos vão renovar várias infraestruturas, de turismo à energia, que estavam previstas para serem feitas até 2020, mas que em virtude da Copa serão adiantadas. Contudo, não há nada definido em termos de TI e telecom.
Apesar da FIFA não ter levado primordialmente em conta os aspectos tecnológicos, talvez por considera-los commodities, preparou a posteriori um documento, onde somente algumas recomendações são detalhadas. Há exigências irrevogáveis como a capacidade de lidar com HDTV, uso de tecnologias que não sejam proprietárias e do protocolo IP. Mas não há nada que impeça os governos locais de escolherem o fornecedor adequado.
Os contratos no Brasil são feitos por meio de parcerias público-privadas (PPP) ou pela Lei 8.666, que rege as licitações públicas. Em Fortaleza, por exemplo, o Estádio Governador Plácido Castelo, o Castelão, será cercado com um anel de fibra óptica e abrigará um moderno data center. Tudo preparado para trafegar imagens de alta definição (HDTV), uma das exigências da FIFA, a velocidades que variam de 1Gb a 10Gb. Os trabalhos já iniciaram e devem estar prontos ainda em 2010.
Estas são iniciativas do Governo para atender a uma lista mínima de exigências com relação à instalação do IBC (International Broadcast Center), entrega à FIFA dos sinais oficiais para transmissão internacional e atendimento à imprensa e agências internacionais de notícias.
Porém as empresas nacionais e multinacionais de TI e Telecom estabelecidas no Brasil não podem esperar para traçar seus planejamentos estratégicos com relação ao atendimento das inúmeras oportunidades de negócios que existem e se apresentam em um mega evento como uma Copa do Mundo.
Esta é uma oportunidade única, que acontece como sabemos de quatro em quatro anos, capaz de alavancar empresas e enriquecer empresários mais antenados. Faltam apenas cinco anos para a realização do evento que vai ficar conhecido nos meios de tecnologia como a Copa da Convergência. Os executivos brasileiros devem decidir rápido se irão participar ativamente deste mega evento e tirar o máximo de proveito para suas empresas ou apenas assistir e torcer pela seleção.
Desenvolveremos uma sequência de artigos mostrando as oportunidades de negócios que envolvem uma Copa do Mundo de Futebol.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

PLC: Novo Meio de Acesso à Web

A universalização do acesso à internet parece que vai alcançar outro patamar. Em breve, no Brasil, cada tomada elétrica de uma residência será o ponto de acesso para se conectar à rede mundial.

Essa nova opção para acessar a web vai começar a ser comercializada nos próximos meses para os usuários brasileiros em nível nacional.

A Anatel homologou em abril a tecnologia de acesso à internet pela rede elétrica, que permite o tráfego de voz, dados e imagens. Conhecida como PLC (Power Line Communication), o novo meio de acesso à web já existe há cerca de dez anos e é vendida na Europa a links de 4,5 Mbps — que devem chegar a 14 Mbps até o final do ano.

No Brasil, o uso começou no Paraná, na fornecedora de energia elétrica local, no final da década passada. Desde então, foi desenvolvida uma tecnologia compatível com o sistema elétrico brasileiro, que foi testado nos últimos dois anos, até ser homologado.

A principal vantagem dessa tecnologia, segundo os especialistas, é que fornecerá acesso à web pela tomada elétrica — assim aproveita uma estrutura já existente para chegar a regiões onde outras alternativas de acesso rápido ainda não estão disponíveis.

Com o PLC, a tomada elétrica vira o ponto principal de comunicação da residência ou da empresa. Mas, na prática, para ter acesso à tecnologia, o usuário deverá contratar o serviço da operadora credenciada para comercializá-lo e adquirir um modem compatível com a tomada elétrica. A transmissão de dados é feita pela estrutura já existente de distribuição de energia elétrica. Os dados podem ser enviados diretamente do provedor de acesso para a rede elétrica até chegar aos usuários.

Também é possível mesclar a forma de transmissão onde já existem outras estruturas: a conexão pode ser feita via cabo a partir do provedor até a região de um prédio. Se o edifício não tiver cabeamento, por exemplo, a conexão pode continuar sendo feita via rede elétrica até os apartamentos.

A Anatel ressalta que, para os usuários da tecnologia, a conta de luz continuará separada porque se trata da mesma estrutura, mas usada para fins diferentes. Em vez de transmitir somente eletricidade (luz e força), a rede elétrica também passará a fornecer acesso à internet.

A Brasil Telecom está na fase final de testes técnicos para implementar a banda larga pela rede elétrica na casa de seus assinantes. A iniciativa faz parte da estratégia de lançamento do serviço de TV pela internet (IPTV) da operadora, que deve acontecer em setembro.

A empresa já estuda a venda de PLC há cerca de um ano. Nos primeiros testes, a empresa informou que a tecnologia deixava a desejar em relação à interferência de outros eletrodomésticos. No entanto, a nova geração de equipamentos, permitirá conexões a 200 Mbps e também traz uma novidade para minimizar as interferências por meio de uma técnica de modulação.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Plataforma de Mensagens Focaliza Segmento de Consumo



A Nokia planeja lançar comercialmente na América Latina em agosto ou setembro próximo sua nova ferramenta Nokia Messaging com o objetivo de estender aplicações de e-mail móvel e messaging ao mercado de consumo massivo.

O serviço já está em fase de teste em cinco países na América Latina: Brasil, Chile, México, Argentina e Venezuela. Segundo o fabricante, o Chile deve ser o primeiro país na região a lançar o serviço comercialmente, sendo seus consumidores os early adopters e usuários ativos da nova tecnologia.

A empresa está trabalhando na região com duas grandes operadoras móveis, Telefonica e América Móvil, sendo que com esta última já tem um acordo assinado.

Nokia Messaging foi lançado mundialmente mês passado em vários países incluindo Noruega, Finlândia, Áustria e Espanha.

De acordo com a empresa, a Nokia está focalizando fortemente em uma estratégia de push e-mail, ou seja, e-mail configurado para cair automaticamente na caixa de entrada dos usuários em seus telefones móveis, sem precisar acessar um website.

Os principais desafios na adoção de e-mail em telefones móveis são dificuldades de configuração e uso, custo mais alto e o fato da maioria das pessoas considerar a aplicação somente para executivos.

Levando em conta essas preocupações, a Nokia afirma que tem empenhado esforços para garantir que a configuração das contas de e-mail sejam muito mais fáceis que outras plataformas similares oferecidas por concorrentes.

Ainda segundo a empresa, um grande leque de contas de e-mail podem ser acessadas, incluindo Ovi Mail, Yahoo, Windows Live Hotmail, Gmail e AOL. Contas de e-mails corporativos baseados no Microsoft Exchange e o Lotus Notes for Travelers da IBM, também podem ser acessados.

O serviço estará inicialmente disponível nos aparelhos mais sofisticados da Nokia, sendo que a empresa planeja gradualmente introduzir a funcionalidade nos demais aparelhos de preços mais acessíveis.

Estudos encomendados mostram que mais de 300 milhões de pessoas na América Latina usaram e-mail pelo menos uma vez. Cerca de 78% dessas pesssoas disseram que gostaríam de ter acesso móvel de suas contas, mas menos de 10% acessaríam regularmente suas contas de um telefone móvel.

terça-feira, 21 de julho de 2009

Teles disputam TV via Satélite


O fim de 2008 e o início de 2009 foram marcados por uma sacudida no mercado de televisão paga via satélite. Entre as grandes operadoras de serviços de telefonia, a primeira a atuar nesse segmento foi a Telefônica, seguida da Embratel e a Oi.

A oferta de telefonia, aliada à conexão de internet em banda larga, não é suficiente para atrair novos clientes e proporcionar a expansão da base de usuários. No desenho futuro do portfólio das concessionárias de telefonia o entretenimento é peça-chave.

O interesse das teles se deve ao fato que o satélite complementa a infraestrutura que as operadoras já têm. Outra razão é que o DTH não tem restrições ao capital estrangeiro nem ao investimento das empresas de telefonia, como ocorre na TV a cabo. As teles não podem controlar redes de cabo em suas áreas de concessão, mas não existe essa limitação para os investimentos em televisão por satélite.

A operadora Oi acaba de lançar para o Estado do Rio de Janeiro seu serviço de TV por assinatura via satélite, o OiTV, com um pacote inicial bastante interessante e acessível. O objetivo da companhia com a iniciativa é ampliar a oferta de TV por assinatura, atendendo a uma demanda do mercado, que hoje possui cerca de 6,5 milhões de usuários em todo Brasil.

A oferta de TV via satélite da Oi segue o posicionamento da empresa focalizando a liberdade de escolha e o poder de decisão do cliente. Assim, o cliente define os conteúdos que deseja adicionar ao pacote de acordo com seu perfil, sejam eles mais filmes, canal adulto ou outras opções de variedades e canais informativos.

Segundo a direção da operadora, a Oi acredita que todos podem ter o serviço de TV por assinatura. Com o lançamento da OiTV via satélite a operadora pretende aumentar a abrangência e penetração do serviço, atendendo a um público mais amplo.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Mobile Marketing Promete Revolucionar Publicidade

O mercado de anúncios e publicidade receberá forte impulso a partir deste ano. A Microsoft vai inaugurar um novo modelo de negócios para mobile advertising no Brasil. Na contramão do que fazem os outros portais, a empresa irá dividir sua receita de publicidade móvel com as operadoras de celulares.

A Microsoft entende que com esse modelo de negócios, contando com a “ajuda” das operadoras, conseguirá montar um inventário muito significativo. Atualmente a Microsoft está presente nos decks da Vivo e da Oi e já assinou contratos com a TIM e com a Claro.

A Microsoft por si só já garantiria um inventário importante, abrindo novas possibilidades para os anunciantes. Porém, com essa parceria, ela consegue aliados importantes e exposição para os seus portais. Em pouco tempo a Microsoft será um dos portais mais interessantes para campanhas de mobile advertising.

Recentemente, a gigante de TI, desenvolveu uma nova plataforma que possibilita aos anunciantes adicionar códigos de barras a qualquer coisa, de materiais de marketing a games de computador. Os consumidores que usam seus celulares como "scanners", são direcionados a websites específicos.

Desde 2006, a empresa tem modificado seu sistema de códigos de barras de uma ferramenta de transferência de informação para um sistema mais interativo que envolve tecnologias emergentes e mudança de comportamento do consumidor.

Em sua forma mais recente, o serviço possibilita que os proprietários de celulares com acesso à web leiam uma determinada marcação (tag) usando a câmera de seu handset, e imediatamente se conectem a uma campanha online.

Este tipo de atividade já é comum no Japão, onde os consumidores podem utilizar este método para pagar contas e baixar conteúdo de vídeo.

O "TagReader" da Microsoft atualmente funciona no iPhone da Apple e no Blackberry da RIM, bem como no Symbian da Nokia e na sua linha própria de produtos Windows Mobile.

Segundo a empresa, o sistema dá mais poder aos anunciantes para estender suas interações com os consumidores através de qualquer mídia, como posters, capas de livros, displays de lojas ou telas.

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Brasil lidera evolução de WiMAX na América Latina

Como 2008 foi o ano em que o 3G ou versões UMTS do 3G entraram no portfólio de praticamente todas as operadoras móveis da América Latina, 2009 parece ser o ano das implementações do WiMAX.

Um forte motivo disso é que WiMAX é a opção tecnológica da Telmex para suas subsidiárias na América Latina para oferta de pacotes de serviços telefônicos e de banda larga.



O foco inicial da Telmex é o mercado SME, onde o WiMAX é mais barato que as opções de fibra e microondas. O mercado residencial espera que o custo do terminal caia abaixo de US$ 100.

Analistas de mercado esperam que a fixação de regras para as faixas de 2,5 GHz e 3,5 GHz impulsionem ainda mais a tecnologia WiMAX no Brasil.


Nos últimos doze meses a consultoria Signals Telecom analisou comparativamente o setor de telecomunicações brasileiro frente a outros países da região. O levantamento descobriu que o Brasil lidera a evolução do mercado latino-americano em seis pontos: portabilidade numérica, serviços via satélite, TV a cabo, IPTV, DTH, FTTx, UMTS/HSPA, WiMAX e oferta de telefonia móvel pré-paga.
A consultoria acredita que, a partir de 2010, o Brasil assumirá o posto de líder de acessos WiMAX na região, posição que deve manter, pelo menos, no médio prazo. A avaliação é de que a fixação de regras para a utilização das faixas de 2,5 GHz e 3,5 GHz, além do leilão de novas bandas, tendem a impulsionar ainda mais a tecnologia no País.

A oportunidade faz com que a consultoria preveja a entrada de grandes (e novos) players nesse mercado, com mais provedores e operadoras de telecom desenvolvendo capacidade de entregar a "última milha" aos assinantes. Aliás, este termo "última milha" criado na época do monopólio, em que o assinante era considerado um "usuário" da rede da operadora, deveria ser extinto para sempre, uma vez que coloca a situação sempre do ponto de vista da operadora em primeiro lugar. Deveríamos sempre usar "primeira milha", colocando a perspectiva do lado do cliente.

Outro aspecto analisado no levantamento mostra que, em 2009, com amadurecimento da portabilidade numérica no Brasil, os pedidos de mudança foram intensos. Mesmo assim, segundo a consultoria, o sistema ainda apresenta altas taxas de falha, na medida em que apenas 67,17% dos pedidos são efetivamente aplicados.
A Signals estima que a oferta de serviços satélite tendem a aumentar até dezembro. Com novos satélites em órbita, mais transponders deverão cobrir a região, dentro de um mercado avaliado em US$ 950 milhões. A consultoria avalia que o Brasil representa cerca de 43% do total da demanda por essas soluções na América Latina.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Uma Espiada no 4G


As operadoras brasileiras expandem a cobertura de suas redes 3G — e os usuários reclamam de baixa velocidade, acesso ruim em áreas distantes e outros aborrecimentos — o mercado já discute a adoção das possíveis tecnologias rumo às redes 4G.

Na Europa, no Japão, na Coréia e nos EUA a adoção do LTE (Long Term Evolution) já faz parte da pauta das operadoras. O LTE é uma nova família de tecnologias (do WCDMA ao HSPA Plus, a família é baseada em CDMA, que chega, assim, ao seu limite teórico de capacidade de transmissão sem fio). O LTE, por sua vez, é baseado na tecnologia OFDMA, usada, por exemplo, na base das aplicações de TV Digital e Wi-Fi.

A operadora sueca TeliaSonera está construindo sua primeira rede, que cobrirá, num primeiro momento, a capital Estocolmo, com velocidades de pico de até 143 Mbps no downlink (download) e de até 75 Mbps no uplink (upload). Com essas velocidades, será possível a chegada de mais aplicações em tempo real, vídeos mais rápidos, TV interativa veloz e mais aplicações de voz.

Hoje, mesmo com as redes 3G, não se tem IP ponto-a-ponto para voz. Em aplicações de VoIP, ainda há um delay, que com o LTE ficaria imperceptível. Além disso, haverá a implementação de aplicações de games avançados, vídeo chamadas em grupo, ou seja, tudo que demanda muita banda.

A expectativa é de que o 4G, com LTE, trará mais banda e um tempo muito menor de resposta de latência da rede.

Na escala evolutiva, o LTE viria a ser adotado depois de toda a família HSPA, que já vem substituindo a tecnologia WCDMA inclusive no Brasil. Aqui, algumas operadoras já adotam tanto o WCDMA quanto o HSDPA, com incremento na velocidade do download, com picos de até 14.4 Mbps.

Há operadoras no Brasil, no entanto, dispostas a adotar, no curto prazo, a evolução HSUPA (com incremento no upload, com picos de até 5.7 Mbps). O próximo passo, será a adoção do HSPA (chamado de Plus ou Evolved), cujo mais recente release (lançamento) é o HSPA Plus 9.

No momento, já há operadoras, como a Telstra, na Austrália, testando aplicações comerciais do Release 7 do HSPA, com ganhos de velocidade na ordem de 1.8 vezes, quase o dobro da capacidade.

Na Europa, o primeiro teste comercial do HSPA 7 ocorreu no 1º semestre deste ano. A expectativa é que ainda em 2009 algumas operadoras no Brasil deem partida no processo de migração para o HSPA 7.

Enquanto isso, a padronização do release 8 da tecnologia, com aumento de velocidade, está sendo fechada no 3GPP (3rd Generation Partnership Project), com expectativa de conclusão dos trabalhos nos próximos meses.

O lançamento comercial da evolução está previsto para o início de 2010.

Depois, chegará o release 9, com o dobro de velocidade no downlink e no uplink, já que a tecnologia usa dois canais de frequência.

Na Europa, Japão, Coréia e Estados Unidos, a adoção da tecnologia LTE já faz parte dos pacotes de algumas operadoras.

O LTE atua em outra base e trabalha em outras faixas de frequências, que são novas. Espera-se, para o fim de 2010, a padronização das tecnologias de 4G, e para 2011 o reconhecimento destas.

Além da TelioSonera, na Suécia, nos EUA a AT&T já trabalha com testes de LTE em laboratório, na faixa de frequência de 700 MHz.

Já na Europa, a faixa escolhida foi a 2.6GHz. Lá, o lançamento comercial das redes LTE será em 2010.

No Japão, a operadora NTT DoCoMo, em parceria com a Ericsson, anunciou uma rede LTE em fase pré-comercial com velocidades de até 200 Mbps. Enquanto isso, a Qualcomm anunciou o lançamento de um chipset LTE para o segundo semestre deste ano.

No Brasil, o processo pode atrasar, porque é necessário o reconhecimento de faixas de frequência para tal aplicação. Em princípio, a banda escolhida será a mesma da Europa (2.6 GHz). A Anatel precisa, desde já, reservar a faixa de frequências, que vem sendo usada pelo MMDS (Serviço de Distribuição Multiponto Multicanal) das TVs por assinatura.

No curto prazo as operadoras brasileiras não terão interesse e condições financeiras de implementar a 4G no Brasil. Até hoje, a Claro foi a única que pagou pelas licenças adquiridas no leilão das frequências 3G.

Nos próximos anos, as operadoras não teriam condições de arcar com investimentos em redes novas. Mas até 2012 elas precisarão se mexer.

A Anatel disse que só se pronuncia a respeito de tecnologias depois de padronizadas. Para tanto, são feitas inúmeras consultas públicas.

No entanto, a agência já se mobiliza e convoca reuniões para que as discussões tenham início. As discussões levam tempo. Foi assim com o 3G e por isso o leilão das frequências atrasou. Mas ainda há um tempo de maturidade para o 3G.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Outsourcing: Análise de Custos em Decisões Não Rotineiras

Em uma realidade empresarial na qual a tecnologia e a comunicação são, a cada dia mais, fatores que passam a gerar valor para o negócio das empresas, muitas delas ainda despendem tempo e recursos preciosos gerenciando ambientes complexos e procurando manter-se tecnologicamente atualizadas, desviando-se assim de sua atividade-fim.

Se no passado a aquisição de tecnologia era a única forma que as empresas tinham para garantir o seu desenvolvimento, hoje esse é um fator que limita a evolução das comunicações dentro da empresa e a distancia do seu core business.

A terceirização é considerada uma das mais importantes inovações na área administrativa dos últimos 80 anos, segundo a Harvard Business Review. Há quase três décadas que o conceito de outsourcing chegou ao setor de tecnologia das grandes corporações e de lá para cá só vem ganhando espaço, repetindo o sucesso que já havia obtido em outras áreas das companhias, sobretudo naquelas consideradas menos sensíveis como segurança, limpeza e manutenção.

Ao longo do tempo, o outsourcing foi ganhando força e conquistando segmentos mais estratégicos. Hoje empresas como bancos, indústrias e redes de varejo deixam os seus sistemas e comunicações corporativas sob responsabilidade de especialistas com o objetivo de ganhar competitividade, reduzir significativamente os custos e, sobretudo, para se preocuparem essencialmente com o seu negócio.

O outsourcing está associado à otimização de ativos e recursos da companhia permitindo que ela se concentre em seu foco principal. A empresa responsável pelo outsourcing deve ter o comprometimento de administrar o ambiente do contratante como se fosse o seu próprio negócio e conhecê-lo a fundo para poder agregar-lhe valor ao longo do tempo.

Em muitos casos, o outsourcing é considerado uma evolução da terceirização e se diferencia dessa por sua maior abrangência. A terceirização de partes da estrutura de TI, como Data Centers ou o gerenciamento de determinados serviços ou facilidades, a rigor, se distancia do outsourcing à medida em que não toma para si toda a responsabilidade da administração e nem a posse dos ativos e os recursos humanos envolvidos. Já o outsourcing de ambientes de comunicação corporativa abrange toda a estrutura desde o transporte, equipamentos e sistemas, processos operacionais e recursos humanos, fazendo a gerência integrada de todo o ambiente, garantindo níveis de serviço e tornando-se o único ponto de contato com a corporação e suas necessidades e insumos de telecomunicações.

Quanto ao cliente de um processo de outsourcing, ele passa de proprietário de ativos à assinante de serviços, deixando de imobilizar o seu capital em equipamentos de curto ciclo de vida que requerem constantes investimentos e de se preocupar com a evolução tecnológica e desenvolvimento de recursos humanos.

Assim, a empresa passa a ter maior disponibilização de fluxo de caixa, acesso a tecnologias estado-da-arte e maior profissionalismo na gestão de sua comunicação corporativa, entre outros benefícios.

Por todas essas vantagens é que os negócios com outsourcing tem crescido em todo o mundo. Segundo o instituto de pesquisas Gartner, a América Latina deve registrar alta de pelo menos 6% este ano de 2009 com despesas com outsourcing. No Brasil, segundo o Gartner, os gastos devem aumentar entre 10 e 12% este ano e devem se manter nessa faixa em 2010.

O mercado mundial de outsourcing deve crescer em média 3% ao ano até 2013. A receita, de US$ 268,1 bilhões previstos para 2009, deve passar a US$ 324,9 bilhões em quatro anos. A América Latina segue em destaque nas previsões do Gartner, que espera uma alta de 8,2% até 2013 e uma evolução da receita de US$ 9,4 bilhões para US$ 13,9 bilhões.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Boca-a-boca Funciona para Consumidores



Cerca de 90% dos consumidores ao redor do mundo confiam nas recomendações de pessoas que eles conhecem quando conversam sobre marcas, enquanto 70% conferem a estas recomendações, o mesmo nível de confiabilidade das mídias online.

Esses resultados foram encontrados pela The Nielsen Company em recente pesquisa. Foram entrevistados 25 mil adultos em 50 países no mundo. A pesquisa conclui que o boca-a-boca online e offline são consideradas "as formas mais confiáveis de publicidade".

A mídia gerada pelos próprios consumidores representa uma verdadeira revolução e seu significante crescimento estabelece a importância do sistema boca-a-boca.

Pouco mais de 70% dos entrevistados disseram que confiam nos websites das marcas, com 69% destes dizendo que concordam com seu conteúdo editorial. 64% levam em consideração patrocínios de marca e 62% confiam nos anúncios da TV.

61% confiam nos jornais, 59% nas revistas, 55% em outdoors e anúncios de rádio e 52% em publicidade no cinema.

Os números caem para 41% quando se fala em pesquisas pagas, 37% para anúncios em vídeos online, 33% para banners e apenas 24% para mensagens de texto em celulares.

O estudo conclui que o fenômeno da explosão de conteúdo gerado pelo usuário tem forçado os anunciantes a lançar mão de formas mais realistas de mensagem que encontrem respaldo na experiência dos consumidores.

terça-feira, 7 de julho de 2009

A Revolução da Conectividade em Qualquer Lugar



O número de conexões em banda larga vai superar o número de pessoas em 16 países até 2012. O efeito na economia chegará perto de US$ 1 Trilhão em 5 anos.

O Yankee Group vem há anos acompanhando esta tendência e denominou este fenômeno de Anywhere Network. Em Qualquer Lugar (Anywhere) significa uma tendência de conectividade onipresente, conectando pessoas às coisas que elas se interessam.
A revolução Anywhere está sendo provocada por 3 tendências:
  • a internet como um padrão de comunicações digitais;
  • a demanda crescente por capacidade banda larga; e
  • a mudança do jogo das onipresentes redes wireless.
A rede Anywhere já representa hoje gastos anuais de US$ 590 bilhões e atinge 1 em cada 7 pessoas globalmente. Estes gastos chegarão a US$ 903 bilhões em 5 anos.
24 países estão em transformação, com mais de 1 linha banda larga para cada 3 habitantes.
Japão, Suécia e Itália serão os primeiros países a atingir o ponto de Anywhere, alcançando mais de 1 linha banda larga por pessoa, em 2010.
16 países em várias regiões da Europa, América do Norte e Ásia vão se tornar economias Anywhere até 2012.
O governo americano vai ceder 4 bilhões de dólares em empréstimos e bolsa-auxílio com o objetivo de ampliar o acesso à banda larga no país.
Os fundos fazem parte de um programa de 7,2 bilhões de dólares para montar uma estrutura de internet de alta velocidade em regiões rurais mais barata e acessível. O projeto é incentivado pelo presidente Barack Obama, que busca estimular a economia do país com a geração de empregos no setor de telecomunicações. O programa da banda larga faz parte do pacote de 787 bilhões de dólares de estímulo fiscal promulgado por Obama em fevereiro.
Facilitar o acesso a serviços móveis de internet e telefonia permite o desenvolvimento em todos os níveis da economia e da sociedade, afirma relatório do Banco Mundial.
Segundo o documento do Bird, cada aumento de dez pontos percentuais nas conexões de internet de banda larga de um país corresponde a um crescimento adicional de 1,3 ponto percentual no Produto Interno Bruto (PIB).
De acordo com estudo do Banco Mundial, o acesso à banda larga completa o fundamento em termos de informação para uma economia moderna e deve ser prioridade nos planos de desenvolvimento nacionais. O estudo do Bird mostra como a mobilidade do acesso à informação já é uma realidade em muitos países e como os emergentes, em especial, terão um papel no futuro desse processo.
Ainda de acordo com o Banco Mundial, praticamente todos os novos consumidores de tecnologias móveis virão dos países em desenvolvimento. O documento diz que, entre 2000 e 2007, a velocidade de acesso per capita à internet na América Latina pulou de 8 bps para 1.250 bps. O relatório elogia iniciativas de governos como o do Brasil, Gana e Índia, que oferecem serviços online e assim se tornam "mais eficientes, transparentes e dinâmicos".