GoDaddy.com

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Brasil lidera evolução de WiMAX na América Latina

Como 2008 foi o ano em que o 3G ou versões UMTS do 3G entraram no portfólio de praticamente todas as operadoras móveis da América Latina, 2009 parece ser o ano das implementações do WiMAX.

Um forte motivo disso é que WiMAX é a opção tecnológica da Telmex para suas subsidiárias na América Latina para oferta de pacotes de serviços telefônicos e de banda larga.



O foco inicial da Telmex é o mercado SME, onde o WiMAX é mais barato que as opções de fibra e microondas. O mercado residencial espera que o custo do terminal caia abaixo de US$ 100.

Analistas de mercado esperam que a fixação de regras para as faixas de 2,5 GHz e 3,5 GHz impulsionem ainda mais a tecnologia WiMAX no Brasil.


Nos últimos doze meses a consultoria Signals Telecom analisou comparativamente o setor de telecomunicações brasileiro frente a outros países da região. O levantamento descobriu que o Brasil lidera a evolução do mercado latino-americano em seis pontos: portabilidade numérica, serviços via satélite, TV a cabo, IPTV, DTH, FTTx, UMTS/HSPA, WiMAX e oferta de telefonia móvel pré-paga.
A consultoria acredita que, a partir de 2010, o Brasil assumirá o posto de líder de acessos WiMAX na região, posição que deve manter, pelo menos, no médio prazo. A avaliação é de que a fixação de regras para a utilização das faixas de 2,5 GHz e 3,5 GHz, além do leilão de novas bandas, tendem a impulsionar ainda mais a tecnologia no País.

A oportunidade faz com que a consultoria preveja a entrada de grandes (e novos) players nesse mercado, com mais provedores e operadoras de telecom desenvolvendo capacidade de entregar a "última milha" aos assinantes. Aliás, este termo "última milha" criado na época do monopólio, em que o assinante era considerado um "usuário" da rede da operadora, deveria ser extinto para sempre, uma vez que coloca a situação sempre do ponto de vista da operadora em primeiro lugar. Deveríamos sempre usar "primeira milha", colocando a perspectiva do lado do cliente.

Outro aspecto analisado no levantamento mostra que, em 2009, com amadurecimento da portabilidade numérica no Brasil, os pedidos de mudança foram intensos. Mesmo assim, segundo a consultoria, o sistema ainda apresenta altas taxas de falha, na medida em que apenas 67,17% dos pedidos são efetivamente aplicados.
A Signals estima que a oferta de serviços satélite tendem a aumentar até dezembro. Com novos satélites em órbita, mais transponders deverão cobrir a região, dentro de um mercado avaliado em US$ 950 milhões. A consultoria avalia que o Brasil representa cerca de 43% do total da demanda por essas soluções na América Latina.

Nenhum comentário:

Postar um comentário