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quarta-feira, 15 de julho de 2009

Outsourcing: Análise de Custos em Decisões Não Rotineiras

Em uma realidade empresarial na qual a tecnologia e a comunicação são, a cada dia mais, fatores que passam a gerar valor para o negócio das empresas, muitas delas ainda despendem tempo e recursos preciosos gerenciando ambientes complexos e procurando manter-se tecnologicamente atualizadas, desviando-se assim de sua atividade-fim.

Se no passado a aquisição de tecnologia era a única forma que as empresas tinham para garantir o seu desenvolvimento, hoje esse é um fator que limita a evolução das comunicações dentro da empresa e a distancia do seu core business.

A terceirização é considerada uma das mais importantes inovações na área administrativa dos últimos 80 anos, segundo a Harvard Business Review. Há quase três décadas que o conceito de outsourcing chegou ao setor de tecnologia das grandes corporações e de lá para cá só vem ganhando espaço, repetindo o sucesso que já havia obtido em outras áreas das companhias, sobretudo naquelas consideradas menos sensíveis como segurança, limpeza e manutenção.

Ao longo do tempo, o outsourcing foi ganhando força e conquistando segmentos mais estratégicos. Hoje empresas como bancos, indústrias e redes de varejo deixam os seus sistemas e comunicações corporativas sob responsabilidade de especialistas com o objetivo de ganhar competitividade, reduzir significativamente os custos e, sobretudo, para se preocuparem essencialmente com o seu negócio.

O outsourcing está associado à otimização de ativos e recursos da companhia permitindo que ela se concentre em seu foco principal. A empresa responsável pelo outsourcing deve ter o comprometimento de administrar o ambiente do contratante como se fosse o seu próprio negócio e conhecê-lo a fundo para poder agregar-lhe valor ao longo do tempo.

Em muitos casos, o outsourcing é considerado uma evolução da terceirização e se diferencia dessa por sua maior abrangência. A terceirização de partes da estrutura de TI, como Data Centers ou o gerenciamento de determinados serviços ou facilidades, a rigor, se distancia do outsourcing à medida em que não toma para si toda a responsabilidade da administração e nem a posse dos ativos e os recursos humanos envolvidos. Já o outsourcing de ambientes de comunicação corporativa abrange toda a estrutura desde o transporte, equipamentos e sistemas, processos operacionais e recursos humanos, fazendo a gerência integrada de todo o ambiente, garantindo níveis de serviço e tornando-se o único ponto de contato com a corporação e suas necessidades e insumos de telecomunicações.

Quanto ao cliente de um processo de outsourcing, ele passa de proprietário de ativos à assinante de serviços, deixando de imobilizar o seu capital em equipamentos de curto ciclo de vida que requerem constantes investimentos e de se preocupar com a evolução tecnológica e desenvolvimento de recursos humanos.

Assim, a empresa passa a ter maior disponibilização de fluxo de caixa, acesso a tecnologias estado-da-arte e maior profissionalismo na gestão de sua comunicação corporativa, entre outros benefícios.

Por todas essas vantagens é que os negócios com outsourcing tem crescido em todo o mundo. Segundo o instituto de pesquisas Gartner, a América Latina deve registrar alta de pelo menos 6% este ano de 2009 com despesas com outsourcing. No Brasil, segundo o Gartner, os gastos devem aumentar entre 10 e 12% este ano e devem se manter nessa faixa em 2010.

O mercado mundial de outsourcing deve crescer em média 3% ao ano até 2013. A receita, de US$ 268,1 bilhões previstos para 2009, deve passar a US$ 324,9 bilhões em quatro anos. A América Latina segue em destaque nas previsões do Gartner, que espera uma alta de 8,2% até 2013 e uma evolução da receita de US$ 9,4 bilhões para US$ 13,9 bilhões.

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